Sustentabilidade Emocional, Soft Skills & Engajamento – parte 2

Há como desenvolver as soft skills?

Sim, elas podem ser tanto adquiridas como aprimoradas. O viés estratégico da área de Recursos Humanos deve estar sempre atento e ajudar os talentos no processo de autoconhecimento e avaliação das habilidades mencionadas, além de outras que possam agregar valor à rotina e cultura da organização. Neste sentido, o que pode ser feito?

► Conscientização do conceito e importância das soft skills

As empresas devem se conscientizar da importância da Sustentabilidade Emocional, definida como a capacidade de gerir emoções de modo que elas atendam as necessidades atuais e futuras, sem comprometer a qualidade das relações. Na realidade, alguns profissionais podem não conhecer este tema profundamente e por esta razão, ações de conscientização são fundamentais. Portanto, falar sobre este assunto, clarificar o que são e a importância destas competências em palestras, reuniões e treinamentos pode mudar a postura dos colaboradores e os rumos da organização.

► Valorizar as técnicas do Autoconhecimento

Segundo a psicologia, a prática de se conhecer melhor faz com que uma pessoa tenha controle de suas emoções, independente de serem positivas ou não. Este controle emocional obtido pelo autoconhecimento pode evitar sentimentos negativos, gerando bem-estar e segurança para tomadas de decisões.

► Treinamentos voltados para análise de Competências

Conforme já mencionado, a área de Recursos Humanos está cada vez mais convicta da necessidade do desenvolvimento constante dos colaboradores. Além do aprimoramento técnico, as organizações estão investindo em cursos que ajudem os profissionais a criarem, desenvolverem e aprimorarem suas soft skills. Líderes e liderados estão cada vez mais ávidos por teorias e práticas sobre comunicação interpessoal, escuta ativa, inteligência emocional, oratória, team building, feedback e outros.

Após este detalhamento, é seguro afirmar que os índices de engajamento dos colaboradores estão diretamente relacionados com as soft skills. Trata-se de dois conceitos subjetivos que embasam a performance dos colaboradores e a cultura organizacional (conjunto de valores, práticas e comportamentos adotados em uma empresa que acabam definindo também o seu posicionamento interno e externo).

O engajamento é um fator determinante no cotidiano corporativo que impulsiona a proatividade, diminui os erros, aumenta o potencial de inovação e os índices de alta performance. Sendo assim, inovar e engajar os times devem ser desafios contínuos nas organizações. Cabem aqui também algumas dicas para aumentar os índices de engajamento.

► Atenção ao desenvolvimento contínuo dos Líderes

A performance dos times sempre reflete o estilo de gestão de seus líderes. Sendo assim, as equipes serão produtivas e felizes na medida em que seus líderes imprimirem as mesmas ações. Se o DNA da Cultura da organização tiver como premissa o crescimento pessoal, os resultados crescerão junto com as pessoas. Incentivar o constante aprendizado e encorajar que cada colaborador seja protagonista de sua própria carreira, favorece o ambiente de trabalho. Desta forma, os times entram em um ciclo de desenvolvimento constante, tornando-os cada vez melhores e capazes de assumir desafios mais complexos. Ao mesmo tempo, programas de formação de líderes/gestores, treinamentos e mentorias serão bem vindos para descoberta de novos talentos e o autodesenvolvimento.

► Autonomia (uma das chaves do Engajamento Magic)

Segundo Tracy Maylett, liberdade, limites e responsabilidade com ética são fatores preponderantes para que os colaboradores tenham autonomia, ajustem suas trajetórias, trabalhem seus potenciais e deem o melhor de si. Outro olhar sobre autonomia é o envolvimento das equipes na definição de metas. Esta participação gera senso de pertencimento e aguça a relação entre os objetivos pessoais e os da organização. Como resultado, os times trabalham proativamente pela melhor entrega possível.

► Engajamento como foco imprescindível e permanente

Empreendedores e líderes devem ser enfáticos sobre o compromisso de constantemente revitalizar o engajamento e defender o bem-estar / felicidade dos colaboradores. É preciso incorporar este conceito na Cultura organizacional.

► Escuta ativa e medir os índices de Engajamento

Grande parte das organizações já está consciente da necessidade de ouvir seus colaboradores. Ferramentas específicas (pesquisas) proporcionam um ambiente seguro e uma metodologia que permite o acesso a informações e feedbacks (de forma confidencial e anônima). A Pesquisa de Engajamento da DecisionWise possui alguns diferenciais que embasam um Plano de Ação:

  • Mensura a qualidade da liderança, a efetividade da cultura organizacional e o nível de satisfação e engajamento dos colaboradores;
  • Agrupa os colaboradores em 4 perfis comportamentais de engajamento: Totalmente Engajados, Contribuidores-Chave, Grupo de Oportunidade e Totalmente Desengajados;
  • Aplica a Metodologia MAGIC que analisa os 5 elementos que destravam o engajamento dos colaboradores: Significado (Meaning), Autonomia (Autonomy), Crescimento (Growth), Impacto (Impact) e Conexão (Connection).

Assim, temos o mundo corporativo recheado por competências técnicas e subjetivas que permeiam a performance dos colaboradores. Ao mesmo tempo, este desempenho dita o nível de engajamento e nos permite enxergar o quão felizes estamos. Neste cenário, o “Engajamento” é o protagonista para o sucesso dos colaboradores e da organização. Sendo assim, deixo aqui uma reflexão: Quais serão seus próximos passos para garantir a Sustentabilidade Emocional e o Engajamento na sua organização?

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Sustentabilidade Emocional, Soft Skills & Engajamento – parte 1

Ao longo das últimas décadas, o mundo corporativo vem procurando ressaltar conceitos, ferramentas, métricas e alternativas que tornem os times cada vez mais comprometidos, engajados e, sobretudo, felizes. Mas, o que é felicidade corporativa? Um cenário acolhedor, com empatia, onde os colaboradores sintam-se bem?

Recentes pesquisas realizadas pelo LinkedIn Brasil mostram que menos de 30% das pessoas estão de fato engajadas no trabalho. Altos níveis de engajamento geram a felicidade corporativa e, consequentemente, aumentam a retenção de talentos, reduzem o turnover, agregam valor à imagem das empresas e aumentam os índices de produtividade e lucratividade.

Tracy Maylett (CEO da DecisionWise nos EUA e autor do livro: MAGIC – Cinco Chaves para Destravar o Poder do Engajamento) diz que é possível estar engajado no trabalho, não necessariamente por causa da empresa e sim pela conexão entre as pessoas, sentimento de pertencimento, possibilidade de crescimento pessoal e profissional.

As cinco chaves do MAGIC são fundamentais para estruturar e manter uma equipe engajada:

Diante deste contexto somado à minha experiência de mais de 30 anos na área de Recursos Humanos, julgo pertinente abordar os impactos das habilidades interpessoais / comportamentais, inteligência emocional, resiliência, adaptabilidade, escuta ativa (chamadas de soft skills) no engajamento dos colaboradores, nas organizações.

Como as soft skills estão atreladas à personalidade dos indivíduos, todos estes fatores serão influenciados pelo conhecimento, experiências vividas, expectativas e metas a serem alcançadas. Note que as habilidades comportamentais e interpessoais permeiam o dia a dia do ambiente de trabalho. Quantas vezes já tivemos que administrar conflitos que são ocasionados por falta de empatia ou inteligência emocional e por ruídos de comunicação? Imagino que a resposta tenha sido: inúmeras. Por esta razão é que as soft skills estão cada vez mais em evidência na gestão corporativa, nos momentos da contratação, promoções internas e até no desligamento, em que raras são as vezes que o interlocutor aborda os motivos, fato este que normalmente ocorre por inabilidades comportamentais e não técnicas.

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Uma recente pesquisa do LinkedIn (realizada com mais de 660 milhões de profissionais) mostrou que entre as competências mais requisitadas estão: Colaboração, Adaptabilidade, Criatividade, Persuasão e Inteligência Emocional. Além destas, minha vivência na área de Recursos Humanos ainda agrega como imprescindíveis: Empatia, Flexibilidade, Comunicação Interpessoal, Organização e Liderança.

Falando a respeito de pessoas em uma organização, é essencial que haja empatia e respeito entre elas. Existe uma pluralidade que ajuda a fortalecer a cultura e o engajamento. Cada pessoa carrega dentro de si virtudes que podem gerar benefícios às organizações. Um indivíduo pode produzir ideias interessantes e ter muito a agregar aos processos empresariais. É preciso ter muita sensibilidade ao lidar com pessoas e entender as suas aptidões e vulnerabilidades. Procurar se colocar no lugar do outro é uma atitude nobre e o grande segredo para boas relações humanas e o engajamento. É desenvolver o altruísmo.

A flexibilidade é uma competência que mostra a capacidade de se ajustar perante as mudanças e sempre tirar uma lição positiva da situação. Aceitar essas mudanças é a característica principal de um profissional flexível. Apesar de ser uma competência fundamental nos perfis de contratação, ainda precisa ser lapidada no mundo corporativo.

A comunicação é a principal base para uma gestão de alta performance e o engajamento. Para que o conceito de liderança humanizada se fortaleça nas organizações, é necessário que se sustente em 4 pilares:

  • Comunicação eficiente entre líderes e liderados;
  • Foco nas necessidades dos colaboradores;
  • Interação e integração entre as áreas e respectivos times;
  • Alinhamento dos processos com o perfil dos profissionais.

Portanto, as habilidades técnicas envolvem a facilidade para a realização das tarefas e atribuições ao passo que as habilidades humanas referem-se à facilidade em lidar com relações interpessoais e grupais. Note que é importante que a organização tenha profissionais habilidosos em se comunicar, liderar, conciliar interesses e solucionar conflitos. Com certeza é o que toda empresa deve buscar. Sendo assim, lanço a pergunta: Há como desenvolver as soft skills?

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